minutas em segundos
o tempo perguntou ao tempo quanto tempo o tempo tem. o tempo respondeu ao tempo que o tempo tem tanto tempo quanto tempo o tempo tinhaArquivo para Março, 2008
go baby
Gone Baby Gone é um filme bom.
Não, não pretendo fazer crítica cinematográfica. Não faria qualquer sentido.
Mas este filme é bom porque deixa um nó no estômago que não é de repulsa.
O filme entranha-se lentamente, primeiro no nível de atenção mais imediatista, depois naquele que está mais concentrado nos pormenores (até agora nada demais), mas continua a entranhar-se até às camadas mais protegidas da razão.
No fim do filme, já está num nível em que o desconforto é latente e inexpressável. Quando as questões morais borbulham sem um fluxo orientado. E passado dias, continua a entranhar-se, mais e mais fundo. Não sai da memória. Deixou lá uma cicatriz qualquer que, provavelmente, daqui a uns anos poderá ser confundida com uma experiência real.
Porque é que não fiquei em casa?
O filme é bom, mas vai assombrar-me ainda uns tempos!
(trailers em http://www.youtube.com/watch?v=j_F_SH07nsE)
Dá que pensar
Já é a segunda vez que me enviam um video por mail (http://www.youtube.com/watch?v=-w0QcCZi-b4).
Dá que pensar!
Primeiro toda a poesia (fotografia, música, sonho) leva-me a um pensar profundo, com um sorriso meio sereno; depois a surpresa gera um misto de engano e descontração.
E no fim, o que é que fica?
Para mim, fica a poesia. Raramente me lembro do fim.
Devo ser muito careta.
E não sinto falta dessa lembrança!
(PS: parece que este vídeo é muito popular, a medir pelas 1.820.000 entradas que surgiram da minha pesquisa no google. Porque será?)