o fim da infância
O fim da infância é quando percebemos que não há justiça nas regras da vida, que o bem e o mal não são claros e definidos, que por isso o primeiro não vence sempre o segundo e que não adianta pensar que ser-se “bom” é sinónimo de ser-se “feliz”. Que não são só os maus que levam castigos, que os bons também os levam (vá-se lá saber porquê).
Basta ver qualquer programa dos canais abertos da manhã ou da tarde para perceber que tudo o que diz respeito às ideias de bem e mal e justeza não têm paralelo no dia-a-dia. Nem é preciso ler Nietsche.
O fim da infância é tramado. Para adolescentes com dúvidas, recomendo Maquiavel – o clássico “O Príncipe”, apropriado a jovens em maturação e que ainda sonhem com um mundo justo, daquela forma pura e bela que apenas pode existir nessas idades.
Para quem não goste muito de ler, aconselho http://pt.wikipedia.org/wiki/Jos%C3%A9_S%C3%B3crates e fica-se logo com uma ideia de como o conceito de justiça é volúvel como o humor de uma louva-a-deus.
menina, como vc escreve bem!!! Devia blogar mais!
beijo,
Oi minha musa da blogosfera!
Adorei o novo visual do teu blog! E achei uma graça rever-me na sensação de que os holandeses são enormes. A maior parte das vezes nem dás por isso, mas quando estás mesmo perto deles – num espectáculo ou numa fila para pagar algo – aí tens uma boa ideia das diferenças (eu meço 1,60!!)
Este post parece-me, agora, bem mais negro do que a intenção quando o escrevi. A minha ideia era mais a de quebrar com a angústia que a ideia de perfeição traz associada. Quando nos apercebemos mais claramente da realidade como ela é, podemos ser mais felizes porque aprendemos a lidar com ela. A partir daí, os sonhos podem ter mais chances de medrar, porque são construídos sobre uma nuvem mais sólida.
Beijos